Sem Palavras
Sem Palavras investiga os limites da comunicação por meio de um díptico que combina texto impresso e objetos. Em uma das peças, letras de madeira de um jogo de palavras cruzadas são sobrepostas à impressão de um teste de conexão de internet, interrompido e parcialmente cortado. Na outra, uma folha em branco recebe a única peça sem letra que acompanha o jogo, tornando visível a ausência da própria linguagem.
A obra parte do contraste entre a promessa permanente de conexão e a experiência cotidiana da incomunicabilidade. Enquanto a impressão do teste de internet remete às falhas dos sistemas digitais, as letras embaralhadas permanecem incapazes de formar palavras. Já a peça em branco sugere um silêncio ainda mais radical: a impossibilidade da comunicação antes mesmo que qualquer discurso possa existir.
Sem Palavras propõe uma investigação sobre os limites da linguagem e sobre a distância que pode existir entre transmitir informação e construir uma experiência genuína de encontro.
Ano: 2022




